No dia 17 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Gato. A data foi pensada para não só celebrar os bichanos, mas também para conscientizar a população sobre os direitos e necessidades dos gatos. 

Hoje, vamos conhecer um pouco mais sobre a história desses animais tão especiais em nossa sociedade, o porquê da escolha deste dia e a história de uma tutora de quatro gatinhas simplesmente apaixonada pela sua família peluda. 

Os gatos foram domesticados há cerca de 10 mil anos 

Segundo pesquisadores, os primeiros gatos domesticados teriam começado a conviver com os humanos há cerca de 10 mil anos, muito depois dos cães, por exemplo, que teriam sido domesticados entre 20 e 40 mil anos atrás.

A hipótese mais aceita sobre como os gatos selvagens tornaram-se nossos parceiros diz que eles teriam sido atraídos para os vilarejos no Oriente Médio pela presença de ratos nos arredores do local em que os agricultores armazenavam os seus grãos. Com o tempo, os gatos teriam se adaptado à essa vida e se tornaram mais próximos dos humanos. Há ainda uma outra vertente de estudos sobre gatos na região da China, onde, segundo a pesquisadora Fiona Marshall, da Universidade de Washington, os gatos teriam sido domesticados para serem usados no controle de pestes na antiguidade. 

Ou seja, os gatos estão estão há milhares de anos integrando a vida humana de maneiras diferentes e, consequentemente ao longo dos séculos, foram ocorrendo mudanças na visão e interação entre bichanos e seres humanos de maneira que agora além de companhias são verdadeiros membros de nossas famílias

De pequenos caçadores selvagens a membros da família 

Historicamente, animais de estimação e humanos começaram a cooperar devido às vantagens de sobrevivência que ambas as espécies obtiveram dessa nova interação. Gradualmente, essa relação evoluiu para uma estrutura familiar da qual o animal de estimação faz parte como verdadeiro membro peludo ou até mesmo a figura de filho para os seus tutores. 

Assim, cada vez mais os tutores desejam oferecer o melhor cuidado para os seus pets através de serviços que facilitam o dia a dia da família e oferecem os cuidados necessários para o bem-estar deles, como planos de saúde, visitas frequentes ao veterinário, creches, brinquedos, etc. Com isso, a sociedade moderna e o mercado começaram a construir uma verdadeira rede de apoio para os novos membros centrais das famílias, inclusive através de eventos e celebrações que relembram a importância deles em nossas vidas, como o Dia Mundial do Gato, em 17 de fevereiro. 

Por que é comemorado o Dia do Gato no dia 17 de fevereiro? 

Nesta sexta-feira, dia 17, é celebrado o Dia Mundial do Gato, graças à campanha de uma instituição italiana contra os maus tratos aos gatos nesta data. A ideia se popularizou pelo mundo e diversas ONGs e demais instituições ligadas à causa animal utilizaram o dia 17 de fevereiro para promover ações, conversas e campanhas de adoção dos felinos. 

Essa ação é de extrema importância, considerando que a população de pets felinos registrou maior crescimento no Brasil entre 2020 e 2021, 6%, acima do de cães no mesmo período, segundo dados do IPB. Além disso, infelizmente, ainda não são raros os casos e denúncias de maus tratos à espécie, reforçando a urgência de ações que levem a informação e orientação a todos os cantos do país em relação aos cuidados, tratamento e desmistificação desse animal tão especial.

Dessa maneira, o Dia Mundial do Gato atua de maneira a espalhar a verdadeira face dos bichanos: companheiros sem igual, animais muito amorosos e, sem dúvida, a melhor adição a qualquer família. 

“A população pet igualou a população humana em casa (risos) e a forma que elas chegaram foram das mais inusitadas”

Agora que você já sabe o porquê é celebrado o Dia Mundial do Gato em 17 de fevereiro, conheça a história de Bárbara Kurgonas, 26, arquiteta paulistana que, assim como nós, é apaixonada por bichanos e não mede esforços quando o assunto é oferecer uma vida melhor para os seus pets. 

“No início de 2020, antes da pandemia, nós éramos quatro humanos e duas gatinhas em casa. Hoje, a população pet igualou a população humana (risos) e a forma que elas chegaram foram das mais inusitadas. Não estávamos programando pegar mais animais, no entanto, durante a pandemia observamos muitos em situações de risco e abandono. Da última vez que contei, entre 2020 e 2022 eu participei do resgate de 15 gatinhos. Desses, duas ficaram em casa: a Jujuba e a Toka! O restante foi doado e acolhido por pessoas do nosso convívio em que confiamos muito para amar e cuidar desses bichinhos.” 

Por que é celebrado o Dia do Gato em 17 de fevereiro? - Comportamento, Curiosidades, Datas comemorativas, Gatos
Foto à esquerda: Bárbara em 2018 quando adotou Maya e Luna. Foto à direita: Maya e Luna em 2021, já com três anos de idade.

Bárbara chama a atenção não só para o triste cenário de abandono de muitos animais nas ruas, mas também para as condições de saúde que muitos deles se encontram ao serem resgatados.

“Em relação aos resgates, foi algo que me acendeu o alerta sobre a importância de estar sempre levando o pet ao veterinário para acompanhamento e cuidado prévio, e não só quando ele fica doente. Como as condições de saúde dos resgatados na maioria são delicadas, comecei a levar as minhas pets mais no veterinário também e cuidados como a vacinação e a vermifugação sempre estão em dia agora. Fora isso, penso no bem estar delas também, então sempre tento trazer novidades no seu dia-a-dia, seja com comidinhas diferentes, brinquedos ou brincadeiras para entretê-las também.” 

“O amor de pet é realmente algo que só quem tem consegue sentir”

A arquiteta finaliza indicando como o discurso de que “gatos seriam menos carinhosos” é ultrapassado e falso. A independência felina muitas vezes pode ser confundida com “falta de amor”, porém, diversos pesquisadores apontam que os gatos demonstram afetividade de inúmeras maneiras aos seus tutores.

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Respectivamente: Jujuba, Toka, Luna e Maya, gatas adotadas e resgatadas por Bárbara em sessão de fotos para o cartão de Natal de 2022 da família.

“Independente da forma que cada uma chegou nas nossas vidas, as recebemos com muito amor e gratidão por tanto bem que elas nos fazem! O amor de pet é realmente algo que só quem tem consegue sentir. Ainda mais com gatinhos, que ainda nos dias de hoje é um animalzinho que sofre preconceito pela fama de “independente” que tem. Posso dizer que as minhas quatro são sim, independentes, porém extremamente carinhosas, animadas, brincalhonas e acima de tudo, amorosas.” 

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